Em Cima da Hora 2014 aposta em samba histórico

O antológico samba-enredo de 1976 da Em Cima da Hora, Os Sertões, que será reeditado pela escola para o Carnaval 2014, é apontado por muito bamba como o maior do gênero na história. Entretanto, sua beleza melódica e poética evidenciam um lamento do sofrido povo nordestino, o que faz deste samba uma obra triste, ainda mais se levado em consideração o fato de que a azul e branco do bairro de Cavalcanti acabou rebaixada na ocasião. Mas de acordo com o carnavalesco da Em Cima da Hora, Marco Antônio, a tristeza vai passar longe do desfile da agremiação. – Viremos coloridos e alegres, apesar da tristeza do samba. Nosso sertão será diferente daquele que passou em 1976 – explicou o artista ao CARNAVALESCO, abrindo a série de visita aos barracões das escolas da Série A.

De acordo com Marco Antônio, a única semelhança do desfile de 2014 com o longínquo de 1976 será justamente a épica obra de Edeor de Paula. – É uma releitura completa daquele desfile. Mudamos a sinopse e o enfoque dado ao tema. O próprio sertão e sua gente não são mais os mesmos daqueles anos da década de 70 – salientou Marco Antônio.

Se em 1976 o belo samba não evitou o rebaixamento da Em Cima da Hora, a missão para 2014 também será árdua. A escola é oriunda da Série B e em 2013 desfilou na Estrada Intendente Magalhães, conquistando o título ao homenagear o cantor e compositor João Nogueira. Mas na luta pela permanência na Sapucaí, o orçamento será alto para uma agremiação do acesso. – Nosso carnaval custará algo em torno de R$ 1,3 milhão – garantiu Marco Antonio.

A Em Cima da Hora vem com quatro alegorias e 25 alas. No primeiro setor do desfile a agremiação vai mostrar o sofrimento do nordestino, intitulado “Marcado pela própria natureza”, em seguida o enredo vai lembrar as tradições do povo nordestino, com o terceiro setor lembrando a Guerra de Canudos, uma mancha no sertão. No quarto e último setor haverá um tributo à própria agremiação. – Relembraremos o desfile de 1976 com uma homenagem ao seu Edeor de Paula e a algumas figuras famosas que já participaram da escola, como Beth Carvalho, Leda Nagle e Sérgio Cabral, pai – disse ao CARNAVALESCO Marco Antonio.

No intuito de buscar a sonhada permanência na glamorosa Marquês de Sapucaí o desfile da Em Cima da Hora deve contar com a teatralização em alguns momentos, para contar o enredo sobre o sertão nordestino, como explica Marco Antonio. – Teremos algumas performances de grupos teatrais no desfile e na alegoria A guerra mancha o sertão. Teremos nossa ala de baianas representando a terra seca e a bateria virá de sertanejos – conclui.

Afastada da Marquês de Sapucaí desde o desfile de 2003, a Em Cima da Hora vai abrir os desfiles do Carnaval 2014 no Sambódromo na sexta-feira de carnaval.

Carnavalesco

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