Carnaval 2014: Pérola Negra tem problemas de evolução ao cantar felicidade

Fotos do desfile da Pérola Negra (Foto: Editoria de Arte/G1)

A Pérola Negra abriu, às 22h30 deste sábado (1º), a segunda noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo. O tema eleito foi universal: a felicidade. A escola da Vila Madalena, na Zona Oeste da Capital, batizou seu enredo de “Caminhos segui, lugar encontrei… Pérola Negra, a suprema felicidade!”, para marcar sua volta ao Grupo Especial, depois da conquista do título do Grupo de Acesso, em 2013 (veja todas as fotos do desfile).
Para investigar a origem da felicidade, a agremiação levou a plateia em uma viagem ao redor do mundo e da História. O início do desfile, porém, foi marcado pela correria na concentração. Algumas bailarinas que acompanharam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Everson e Gisa, chegaram atrasadas e entraram correndo na avenida.

O casal também teve poucos minutos para terminar de montar sua fantasia, já que alguns detalhes do figurino também chegaram em cima da hora. Os dois, que personificaram Netuno e uma água viva, porém, conseguiram desfilar sem mais imprevistos.

Todos em dourado, os integrantes da comissão de frente saudaram o público encenando a história do último rei da Lídia, reino da Antiguidade onde hoje fica a Turquia e onde se acredita que a moeda foi inventada. O carro abre-alas, batizado de “Templo da felicidade grega”, aborda o conceito de felicidade na Grécia Antiga, quando ela era considerada uma dádiva.

O segundo carro, que inaugurou o setor do desfile responsável por se debruçar no significado da felicidade no Oriente, apresentou alguns problemas de manobra, e precisou ser empurrado durante parte do desfile. Diversas correntes da região apareceram na avenida em fantasias coloridas e ricas em detalhes, com destaque para o feng shui, o budismo e o taoísmo.

Avançando em ordem cronológica, a Pérola entrou na Idade Média com a terceira alegoria –uma escadaria rumo ao paraíso–, que representou a felicidade entre o céu e o inferno. As alas contaram o fervor das religiões ocidentais, determinate para o comportamento dos homens interessados em se libertarem do pecado original. Uma das alas que se destacaram foi a que representou a pedra filosofal, um dos objetos que deixaram alquimistas da época obcecados, por seu suposto poder de produzir ouro.

Em seguida, já chegando à Modernidade, a escola se perguntou se é possível comprar a felicidade. Explorando o tema com elementos contemporâneos de diversas origens, como o personagem de quadrinhos Tio Patinhas e a popularização do botox. A Pérola Negra encerrou o primeiro desfile da noite comemorando seus 40 anos no último carro, onde a velha guarda passou pelo Anhembi em frente a um enorme pandeiro, em um desfile que terminou em 64 minutos, com a comemoração do 3 mil componentes pelo prazo cumprido.

G1

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