Caiu! Geração Brasil vira um pastelão sem a menor graça

Como bom noveleiro que se preza, morro de pena quando os autores estragam uma trama que tinha condições de ser muito boa. Às vezes a história começa bem, mas parece que resolvem chutar o balde e torná-la cada vez pior.

Foi o que aconteceu com Geração Brasil. Anunciada como uma novela dos mesmos autores de Cheias de Charme, tinha potencial e elenco suficientes para ser um sucesso. E foi legal, até certo ponto. Depois caiu ladeira baixo, e só piora a cada capítulo.

Vejam bem, uma coisa é “gloriaperezar” a novela, criando uma ou outra situação sem sentido. Ok, é novela e “temos que saber voar”. O caso de Geração Brasil é ainda mais grave, já que os autores resolveram “zorratotalizar” a novela. Sim, parece uma mistura de vários quadros do Zorra Total, um mais sem graça do que o outro, sem uma história. Chega a dar um desânimo parar em frente à TV e perceber que a trama não vai chegar a lugar nenhum.

Exagero meu? Tudo bem, vou dar apenas dois exemplos das situações bizarras que foram ao ar esta semana:

– O tal reality show “Geração Nem Nem”, por si só, já é ridículo. Mas a novela se superou ao mostrar a história de Lara (Elisa Pinheiro), a jovem mãe solteira que ficou traumatizada após a morte dos Mamonas Assassinas. Para “curar” a moça, Brian (Lázaro Ramos) fez uma reprogramação cerebral, cantando “Brasília Amarela” no ouvidinho dela. Oi? Se era pra rir, não adiantou, quase tive vontade de chorar depois dessa…

– Pamela (Claudia Abreu) entregou a Megan Lily (Isabelle Drummond) um frasco contendo uma substância mágica, que fará Davi (Humberto Carrão) se apaixonar por ela. Antes, tivemos que aguentar a imaginação da patricinha, que sonhou ser de uma família de bruxas.

Podem até me xingar, dizer que eu não tenho senso de humor, mas oi? Comédia é uma coisa, constrangimento é outra bem diferente. Chego a ficar com vergonha alheia ao ver tantos atores bons em meio a essa palhaçada.

Isso que eu tenho um gosto bem peculiar para novelas e já curti tramas bem absurdas. Pra terem uma ideia, eu era fã de Bang Bang, Kubanacan e Pé na Jaca.

Mas depois do capítulo de terça-feira, Geração Brasil me perdeu de vez. Vou ganhar uma hora do meu dia fazendo algo mais produtivo, pois essa novela não tem mais salvação.

E vai piorar, gente! Ao que tudo indica, Herval (Ricardo Tozzi) se transformará no grande vilão da história. É como se resolvessem tirar um coelho da cartola aos 45 minutos do segundo tempo, pra ver se conseguem salvar a história. Gente, Ricardo Tozzi mal consegue interpretar um mocinho, imaginem um vilão? Desisto, me chamem quando essa novela acabar.

Fonte: Noveleiros

 

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