Telexfree Fantástico 18/05/2014

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Mensagem de suspensão no site da Telexfree

 

A Telexfree anunciou a suspensão das atividades comerciais por tempo indeterminado. Em nota publicada em seu site, a empresa diz não saber se conseguirá convencer a Justiça americana sobre a viabilidade do negócio, acusado de ser uma pirâmide financeira bilionária disfarçada de venda de telefonia VoIP.

“Nós continuamos a acreditar fortemente no VoIP da Telexfree e no modelo de vendas diretas. Na situação, entretanto, nós não sabemos quando ou se vamos ser capazes de convencer a Corte de Recuperações e outros órgãos legais do valor do nosso serviço de VoIP e do potencial de novos produtos da Telexfree, e da viabilidade do negócio Telexfree”, diz nota publicada no site da empresa.

Decisão americana já restringia atividades da empresa

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Carlos Wanzeler, fundador da Telexfree: foragido da Justiça americana

 Na prática, a Telexfree já estava com atividades bloqueadas por uma ordem da Corte Distrital de Boston de 16 de abril, a pedido da Securities and Exchange Comission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos).

A acusação da SEC é que a Telexfree se sustenta das taxas de adesão cobradas dos divulgadores – de US$ 299 (R$ 135)  a US$ 1.375 (R$ 3.039) – e não da venda de telefonia VoIP.

O pedido de recuperação judicial que a Telexfree menciona na nota foi feito dois dias antse do bloqueio pela Justiça americana. Para a secretaria de Estado de Masschusetts, onde fica a sede da empresa, a solicitação é apenas uma manobra para dificultar o ressarcimento dos divulgadores.

Documentos da Telexfree obtidos pelas autoridades americanas apontam que a empresa arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão (R$ 2,6 bilhões) em todo o mundo, a partir de 2012, quando suas atividades ganharam corpo.  No Brasil, as contas da companhia receberam cerca de US$ 446 milhões (R$ 988 milhões)

O braço brasileiro da Telexfree foi proibido atuar em junho de 2013, por uma decisão da 2ª Vara Cível do Acre. Como o iG mostrou, entretanto, residentes no País puderam continuar a se cadastrar.

A Telexfree foi criada pelo brasileiro Carlos Wanzeler e pelo americano James Matthew Merrill em 2002, nos Estados Unidos. Merrill está preso e Wanzeler fugiu para o Brasil em abril.

G1

Últimas Notícias da Telexfree de Hoje Segunda 12/05/2014

Parceria entre Botafogo e Telexfree durou apenas cinco meses, mas rendeu R$ 4 milhões ao Alvinegro

O Botafogo não estampará mais a marca da Telexfree em seu uniforme. O clube anunciou nesta segunda-feira, através de nota em seu site oficial, que rescindiu o contrato assinado com a empresa norte-americana. O Alvinegro cita cláusulas contratuais pertinentes para a tomada da decisão de forma unilateral.

A Telexfree foi impedida de trabalhar no Brasil pela acusação de funcionar como pirâmide financeira. Após o anúncio da união, no início desta temporada, o Alvinegro alegou que não havia polêmica em razão da parceria funcionar com a base dos Estados Unidos.

Entretanto, a companhia deu entrada de falência e um dos diretores foi preso tentando fugir com um notebook e milhões de dólares em cheque. A detenção efetuada neste mês, até então, não mudava os planos do clube de General Severiano, que recebeu R$ 4 milhões de uma vez só no início da parceria.

Segundo o clube, a verba foi destinada para pagar dívidas de 2013. A marca deveria permanecer na camisa alvinegra até o final deste ano, mas o acordo está cancelado.

O Botafogo estampou o nome da empresa na camiseta usada durante a fraca campanha na Taça Libertadores e no Campeonato Carioca, em outro fracasso. As primeiras quatro rodadas do Brasileirão também foram disputadas com a marca no uniforme.

Confira a nota publicada pelo Botafogo sobre o fim da parceria:

O Botafogo de Futebol e Regatas comunica a rescisão do contrato de patrocínio com a Telexfree Internacional, com base nas cláusulas contratuais pertinentes. A empresa já foi notificada pelo Clube e não mais estampará sua marca nos espaços publicitários previamente acordados.

GLOBO.COM

Últimas Notícias da BBOM de Hoje Quinta 13/02/2014

A Justiça negou o pedido do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) para que os responsáveis pela BBom fossem multados por atrapalhar o andamento do processo que bloqueou as atividades da empresa.

Braço da empresa de rastreamento Embrasystem, a BBom está com as atividades parcialmente bloqueadas por suspeita de ser uma pirâmide financeira. Seus responsáveis sempre negaram irregularidades e afirmam que o negócio se trata de marketing multinível, um modelo legal de varejo.

Os procuradores da República acusam os responsáveis da BBom de praticarem ato atentatório – o que acontece, por exemplo, quando um investigado não entrega os documentos solicitados pela Justiça ou se nega a cumprir determinada ordem judicial.

No último dia 27, a juíza Luciana Gheller, da 4ª Vara Federal de Goiás, negou o pedido. Procurado pelo iG, o MPF-GO não informou a razão do pedido de multa, com o argumento de que o processo tramita sob segredo de Justiça.

Uma pista, entretanto, está numa segunda decisão tomada na última sexta-feira (7) no mesmo processo. O MPF-GO, segundo o texto, acusa o dono da Embrasystem, João Francisco de Paulo, de estar engando os consumidores estaria enganando os consumidores. Essa conduta, entretanto, estaria acontecendo fora do âmbito do processo e, por isso, a juíza Luciana argumenta que não caberia ela opinar.

Gustavo Swain Kfouri, advogado da Embrasystem, negou ao iG que a empresa ou seus representantes tenham adotado alguma conduta irregular.

“Desde que nunca existiu má-fé por parte da empresa [BBom] ou por seu representante, do que nunca decorreu ato atentatório ao interesse da Justiça ou dano processual, o Juízo [a juíza Luciana Gheller] bem indeferiu o pedido do autor da ação [o MPF-GO].”

Procuradores buscam impedir uso de aeronaves

O MPF-GO requereu à Justiça que fosse comunicado para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a proibição de voos para evitar que os representantes da Embrasystem continuem a utilizar duas aeronaves que, segundo os procuradores da República, pertencem à empresa: um helicóptero prefixo PPFEE e um jato executivo de prefixo PTWAL. João Francisco de Paulo nega ser dono desse último.

O objetivo do MPF seria garantir uma melhor conservação das aeronaves. O MPF-GO pretende que os bens da Embrasystem sejam usados para ressarcir quem colocou dinheiro no negócio BBom mas não conseguiu recuperar os seus investimentos.

Esse pedido, entretanto, ainda não foi feito oficialmente à Justiça. Até agora, os representantes da Embrasystem apenas estão impedidos de vender as aeronaves. Esse bloqueio foi determinado no último dia 17 de julho, quando ocorreu primeiro congelamento de bens da Embrasystem e de seus representantes.

Apesar disso, a determinação para que a Anac anotasse a proibição de venda no documento das aeronaves só foi feita na última sexta-feira (7). O advogado da BBom disse que nunca houve intenção de vender o helicóptero.

IG

Últimas Notícias da Telexfree de Hoje Quinta 13/02/2014

Comunicado de Carlos Costa no "Plantão Ympactus" (Foto: Reprodução/ Facebook)

A concessão de recuperação judicial à empresa Ympactus Comercial S/A, conhecida comercialmente como Telexfree, foi negada com unanimidade pela Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), em sessão ordinária realizada na tarde desta terça-feira (11). Essa decisão foi sobre um segundo pedido feito pela empresa, que recorreu após ter a recuperação negada em 2013. Para a Justiça, a empresa não poderia fazer o pedido por ter menos de dois anos de atividade. Para o diretor de marketing da Ympactus, Carlos Costa, apenas o contrato com a Telexfree tem menos de dois anos.

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em 19 de setembro de 2013. No dia seguinte, em 20 de setembro, a Telexfree publicou um comunicado, em sua página no Facebook, avisando que a medida visava “proteger seus divulgadores e a empresa no Brasil”. O primeiro pedido foi negado pela Justiça no dia 23 de setembro, conforme publicado no diário online do TJ-ES, mas a empresa recorreu da decisão. Segundo o Tribunal, o julgamento desta terça foi acompanhado por vários investidores da empresa, que lotaram a sala de sessões.

Em seu voto, o relator do processo, desembargador substituto Lyrio Regis de Souza Lyrio, destacou que a Lei da Recuperação Judicial dispõe que “poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido, exerça regularmente suas atividades há mais de dois anos”. O juiz de primeiro grau e o Ministério Público Estadual (MP-ES) entenderam que o prazo de dois anos necessário para possibilitar o pedido de recuperação judicial deve ser contado a partir do exercício regular da atividade empresarial.

Já a defesa apontou que o biênio deve ser contado da data de inscrição da sociedade na junta comercial. Antes de fazer o contrato com a Telexfree, a Ympactus Comercial já existia e trabalhava no ramo de comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal. O contrato com a Telexfree foi feito há menos de dois anos e foi o que contou para a decisão judicial, conforme a sessão.

Entenda como foi a sessão

O relator do processo, em seu voto, frisou que a empresa “foi constituída como uma ‘Sociedade Limitada’ denominada Ympactus Comercial Ltda, cujo objetivo social era o ramo de comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal”. Ele ainda apontou que, em março de 2012, a Ympactus “firmou Contrato Particular de Serviços e Cessão de Uso de Marca com Telexfree L.L.C., pessoa jurídica estabelecida sob as leis dos Estados Unidos da América, (…), cujo objeto era a prestação de serviços de divulgação da contratada pela contratante e a cessão do uso da marca Telexfree, com duração de cinco anos”.

Ainda em seu voto, o relator destacou que a partir da Assembleia Geral de Transformação, realizada em julho de 2013, a Ympactus adotou a forma de “Sociedade Anônima”, passando a denominar-se Ympactus Comercial S/A.

Nessa época, os objetivos sociais também foram alterados, passando a ser os seguintes: portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet e processamento de dados; agências de publicidade, com prestação de serviços de anúncios, promoção de vendas diretas e portais de divulgação comercial, consultoria em publicidade; pesquisa de mercado e de opinião pública e intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral (compra e venda de bens móveis e representação comercial).

Dessa forma, o desembargador substituto Lyrio Regis de Souza Lyrio negou provimento ao recurso, sendo acompanhado, à unanimidade, pela desembargadora convocada Janete Vargas Simões e pelo desembargador Annibal de Rezende Lima.
Entenda o motivo do pedido No dia 18 de junho de 2013, a juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público no Acre (MP-AC) para suspender as atividades da Telexfree, acusada de ser uma pirâmide financeira.

Com a decisão da juíza, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos à empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena de multa diária de R$ 500 mil em caso de não cumprimento e de R$ 100 mil por cada novo cadastramento.

Empresa faz comunicado Na internet, através do programa “Plantão Ympactus”, o diretor de marketing da empresa, Carlos Costa, informou que achou estranha a decisão e esclareceu que a recuperação judicial seria para a Ympactus e não para a Telexfree.
“Para a nossa surpresa, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo, do meu estado, de maneira muito estranha negou o nosso pedido de recuperação judicial. Digo estranho porque a recuperação judicial não defende a empresa. A obrigação da Justiça nesse ponto é com a sobrevivência da empresa, principalmente pensando nos credores, que no nosso caso são os divulgadores. Mas de fato é estranho o nosso judiciário capixaba estar se batendo no tempo de contrato da Ympactus, que é a empresa, tinha no caso com a Telexfree. Pedimos o recuperação judicial da empresa, não de um contrato que essa empresa teve com uma outra empresa. Quer dizer agora que a recuperação judicial é por contratos? Não, ela é pela data de fundação da empresa, na junta comercial. E a Ympactus reúne sim as condições de recuperação judicial”, disse Carlos Costa no programa.
E ainda continuou. “Em resumo, eu não posso devolver [o dinheiro] no Acre para as pessoas que não recuperaram seu dinheiro e não posso devolver no Espírito Santo para aquelas pessoas que ainda têm a receber. E eles ainda me acusam de golpista”, declarou.

G1

Últimas Notícias da Telexfree de Hoje Quinta 05/12/2013

Tudo concluso para decisão: TJES, TJAC, e STJ.

Confira abaixo como andam os 03 processos que podem desbloquear a TelexFREE. Todos podem ter decisão a qualquer momento.
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Adriano Boetto

Últimas Notícias da Telexfree de Hoje Terça 03/12/2013

Por entender que o recurso não atende aos requisitos de admissibildiade previstos, o ministro João Otávio de Noronha, da 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, não aceitou reclamação ajuizada pela Ympactus Comercial, administradora da Telexfree, contra decisão que considerou deserto recurso interposto por ela no juizado especial de São Paulo.

A empresa afirmou que a decisão monocrática da 1ª Vara do Juizado Especial Cível de São Paulo contrariou entendimento adotado em julgados do STJ. Para a Ympactus, a pena de deserção não poderia ter sido imposta sem antes lhe ter sido dada a oportunidade de complementar o recolhimento.

“A reclamação disciplinada pela Resolução 12/2009 do STJ somente é cabível contra acórdão prolatado por turma recursal estadual. Assim, é incabível a presente reclamação, uma vez que a parte se insurge contra decisão monocrática que julgou deserto recurso”, explicou o ministro.

Além disso, ele afirmou que a administradora da Telexfree aponta a existência de divergência jurisprudencial quanto a matéria processual, “cuja apreciação não é cabível em reclamação”. O uso da reclamação para dirimir divergências entre turmas recursais estaduais e a jurisprudência do STJ é restrito a questões de direito material.

Ainda que não fosse assim, acrescentou o ministro, a admissão da reclamação exige contrariedade à jurisprudência firmada pelo STJ em súmulas ou no julgamento de recursos repetitivos. “Não se admite a propositura de reclamações com base apenas em precedentes exarados no julgamento de recursos especiais”, disse Noronha. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Rcl 15.437

CBN Foz

Últimas Notícias da Telexfree de Hoje Terça 26/11/2013

Se a juíza Thais Khalil vai liberar ou condenar a Telexfree, isso é da conta da Justiça acreana.

 

Se o TJ/ES vai ou não conceder a Recuperação Judicial da Telexfree, isso também é da conta da Justiça capixaba.

 
Se o STJ e o STF vão ou não reformar a sentença da juíza acreana, isso é da conta da Justiça brasileira.
 
Se há políticos omissos ou políticos que fingem apoiar e nada fazem de concreto a favor do MMN livre, isso também é da conta deles.
 
De minha parte, fiz o que pude, como deputado estadual, chegando até a organizar e mobilizar a Câmara Federal, aonde tramita o PL 6667/2013, que vai regulamentar o MMN no Brasil.
 
Nenhuma outra Assembleia Legislativa do Brasil teve a coragem de receber o diretor Carlos Costa, para que ele pudesse expor a sua opinião, já que parte substancial da mídia já tinha decretado a sua culpabilidade.
 
Fui acusado de lutar, visando o voto, mesmo sabendo que a grande maioria não mora no Acre e não votará em mim, porque os brasileiros, independente do Estado, só podem votar para Presidente da República. E eu não sou candidato a Presidente.
 
Enfrentei na imprensa e nas redes sociais o debate aberto, sincero e corajoso. Fiz adversários e ganhei amigos. Não me arrependo da luta, porque tenho convicção de que ela é justa e valerá a pena.
 
Quem quiser desistir, eu respeito, mas, nós vamos seguir lutando. E, podem ter certeza, nós não vamos apagar a luz.
 
De um jeito ou de outro, a vitória virá!
 
Telexfree Contabil

Últimas Notícias da Telexfree de Hoje Terça 26/11/2013

Governador do Acre, Tião Viana, e Carlos Costa, Sócio da TelexFREE

Carlos Costa, sócio da TelexFREE, e Tião Viana, governador do Acre, em vídeo divulgado pela empresa: “pode me usar em qualquer tribunal”, diz o governador

São Paulo – A justiça ainda não decidiu se os negócios da TelexFREE, acusada pelo Ministério Público de praticar pirâmide financeira, são ou não legais. O governador do Acre, Tião Viana (PT), porém, aparece em vídeo – divulgado pela própria empresa – apoiando a atividade da companhia. A assessoria do governo afirma que Viana queria apenas esclarecer boatos divulgados nas redes sociais.

“Você pode dizer: ‘olha, eu tenho o governador do Acre como testemunha a favor dessa atividade’”, diz Tião Viana no vídeo se dirigindo à Carlos Costa, sócio da TelexFREE (veja vídeo ao final – o governador aparece aos 4:38).

“E pode me usar em qualquer tribunal. O que eu lhe disse aqui eu digo no STJ. Eu não vi ninguém reclamar, como é que eu posso ser contra?”, completa o governador no trecho divulgado da conversa.

O vídeo foi publicado pela empresa em seu perfil no Facebook no dia 20 de novembro, e foi gravado durante a ida de Carlos Costa ao Acre para uma audiência de conciliação entre a empresa e o Ministério Público do Estado, ocorrida na quinta feira anterior.

O encontro não resultou em acordo.

O vídeo é uma amostra do quão difícil ficou para os políticos do Acre ignorarem a questão do bloqueio da empresa, em vigor desde o dia 18 de junho de forma liminar pela juíza Thaís Khalil, da 2º Vara Cível de Rio Branco.

Até mesmo por cálculo eleitoral: calcula-se que 10% dos acreanos tenham aderido ao negócio, que soma mais de um milhão de divulgadores em todo o país.

Resposta Segundo a secretária-adjunta de Comunicação do Estado do Acre, Andrea Vilio, o governador Tião Viana apenas quis esclarecer que não tem participação no bloqueio da empresa, hipótese que foi difundida nas redes sociais.

“Tentaram colocar, inclusive muitos que aderiram à TelexFREE, como se o governador tivesse feito algo para a empresa acabar. Ele reconhece a autonomia da Justiça e que cabe a ela julgar”, afirmou a secretária.

EXAME

Últimas Notícias da Telexfree de Hoje Segunda 25/11/2013

O governador Tião Viana (PT), do Acre, saiu em defesa da               Telexfree , acusada de ser uma               pirâmide financeira com 1 milhão de associados no Brasil. As declarações foram dadas uma semana antes de o Judiciário decidir se manteria ou não o processo que pede a extinção do negócio, e o bloqueio de contas e atividades da empresa,               determinado há 157 dias .

Viana, ex-presidente do Senado, disse ao diretor da Telexfree, Carlos Costa, que daria perante à Justiça “testemunho em favor dessa atividade”, segundo vídeo divulgado na quarta-feira (20) na página oficial da empresa em uma rede social. O encontro ocorreu na semana anterior, durante visita de Costa a Rio Branco.

“O que eu queria lhe dizer e que você [              Carlos Costa ] pode ter assim: ‘Olha, eu tenho, do governador do Acre, um testemunho a favor dessa atividade’”, disse Viana a Carlos Costa. “E pode me usar em qualquer tribunal. Eu dizia o que eu lhe disse aqui, eu digo no STJ [              Superior Tribunal de Justiça ], eu digo em qualquer tribunal. Dou o testemunho. Porque eu não vi ninguém reclamar, como é que [              alguém ] vai ser contra?”

Viana vinha sendo acusado de ter sido o responsável pelas investigações contra a Telexfree, o que o governo nega.

O secretário de Comunicação do Estado do Acre, Leonildo Rosa, afirmou desconhecer a declaração de Viana, mas defendeu a possibilidade de o titular do Executivo fazer tais comentários.

“O governador tem as opiniões dele e, num Estado Democrático de Direito, tem o pleno direto de manifestar a opinião dele, como da mesma forma algumas pessoas têm direito de questionar a opinião dele”, disse Rosa ao              iG .

 

O secretário também afirmou que o assunto Telexfree mexe com “10% da população do Acre” e que, por isso, Costa foi recebido pelo governador.

“No entendimento do governador, esse é um assunto da Justiça, e o governador já falou várias vezes que ele não é contra [              a Telexfree ] porque ele entende que ninguém está sendo lesado até agora.”

Críticas e ameaças

O Judiciário do Acre tem sido alvo de pesadas críticas por parte dos sócios e apoiadores da Telexfree desde que, em junho, determinou o bloqueio das contas e atividades da empresa em todo o Brasil. Responsável pela medida, a juíza Thaís Khalil, da 2ª Vara Cível,               chegou a ser ameaçada de morte.

Deputados estaduais também têm feito desagravos à empresa. A Assembleia Legislativa do Acre fez uma sessão em apoio à Telexfree, no dia em que ocorreria uma audiência de conciliação presidida pela juíza. Segundo  o deputado Moisés Diniz (PCdoB), a empresa foi acusada de ser pirâmide porque “os bancos corriam risco de não ter mais dinheiro para financiar empreiteiras”.

Em julho, o deputado Helder Paiva (PEN) já havia defendido a criação de uma comissão de parlamentares para visitar os magistrados do Tribunal de Justiça do Acre,              após o bloqueio da empresa ser mantido por decisão do desembargador Samoel Evangelista .

As declarações de Viana se somaram ao coro a favor da Telexfree no momento em que a juíza Thaís Khalil se preparava para decidir se manteria o processo que pede a extinção da empresa e a devolução dos recursos os investidores. A ação foi movida pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), que também foi responsável por solicitar o bloqueio provisório das contas e atividades.

Na última quinta-feira (21), a juíza               Thaís manteve a ação . Agora, terá de decidir se aceita os pedidos do MP-AC e condena a Telexfree ou se inocenta a empresa e põe fim ao caso. Dificilmente esse julgamento ocorrerá ainda em 2013.

                             
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Logotipos da Telexfree da Yonex BWF World Championships Paris 2010

Mudança de logotipo e de país

A ação contra a Telexfree atinge atualmente apenas as atividades da empresa no Brasil, onde ela foi fundada em 2010 com o nome de Ympactus Comercial. Seus proprietários, entretanto, buscam agora transferir a carteira de investidores captada no País para a Telexfree LLC, detida por eles nos Estados Unidos, e criada em 2002.

Em vídeo, o diretor da Telexfree no Brasil, Carlos Costa, disse que aceitaria pôr fim à Ympactus desde que os atuais contratos com a empresa pudessem ser ser cumpridos até o final e os associados, tivessem como alternativa “optar de participar na Telexfree americana.” O              braço brasileiro também tenta transferir R$ 29 milhões para as contas nos EUA .

A Telexfree também anunciou que mudará a sua identidade visual. O anúncio foi feito no mesmo momento em que começou a circular na internet a comparação entre o atual logotipo da empresa e o de uma competição de badminton. Ambos são idênticos.

Procurada no início da noite, a Telexfree não comentou os fatos até a publicação desta reportagem.

IG

Últimas Notícias da TELEXFREE de Hoje Quinta 21/11/2013

A Justiça do Acre manteve o bloqueio das atividades da               Telexfree , e autorizou a continuação do processo que pede a extinção da empresa, acusada de ser uma               pirâmide financeira . As decisões foram assinadas nesta quinta-feira (21) pela juíza Thaís Khali, da 2ª Vara Cível de Rio Branco.

Com a manutenção do bloqueio, implementado há 156 dias, a Telexfree segue impedida de cadastrar novos associados, chamados de divulgadores, e de vender pacotes de telefonia VoIP – apresentados pela empresa como o seu principal produto. A multa para cada novo cadastro é de R$ 100 mil. 

A empresa também está impedida de pagar comissões, bonificações e quaisquer outras vantagens aos divulgadores. Os bens da Telexfree e de Carlos Costa e Carlos Wanzeler, donos da Ympactus Comercial – razão social da empresa no Brasil – seguem congelados.

Thaís Khalil também determinou a suspensão das liberações parciais de recursos da Telexfree               conseguidas pela empresa para quitar a aquisição de um hotel a ser construído no Rio de Janeiro . A juíza também impediu o uso do dinheiro bloqueado para bancar um seguro contra os riscos da ativiade da empresa, como pediam os advogados, mas autorizou a destinação de parte dos recursos para o pagamento de impostoso federais.

Na outra decisão, Thaís permitiu que a continuidade da ação civil pública em que o Ministério Público do Acre (MP-AC) pede a dissolução da empresa e a devolução de dinheiro aos divulgadores. A Telexfree argumentava que a promotoria não poderia ter proposto o processo.

Estima-se que 1 milhão de pessoas tenham apostado na Telexfree, mas o número daqueles que não conseguiram reaver as verbas investidas não é divulgado. 

O julgamento da ação civil pública só deve ocorrer a partir de 2014. Antes, haverá uma fase de produção de provas, em que uma firma fará auditoria das contas da Telexfree.

A filha de Wanzeler, Lyvia Wanzer, que também era ré no processo, foi excluída pelas nova decisão na liminar. O entendimento é que ela já havia deixado de ser sócia da Telexfree quando a empresa foi acionada na Justiça.

Procurada na noite desta quinta-feira (21), a Telexfree não comentou imediatamente as decisões. Na última quarta-feira (20), a empresa divulgou em sua página numa rede social que “A batalha está chegando ao fim”.

IG